A arte nasceuaqui, ao ar livre.
Uma casa de família com quatro gerações, alugada sempre por inteiro, entre o rio Douro e as fragas do Parque Natural. Esta é a história do lugar e da casa.
Começar a história
Antes de haver casas, havia um cavalo.
Alguém o gravou numa rocha junto ao rio, a céu aberto, desgastando a pedra linha a linha até o animal aparecer.
Em 1981 descobriu-se em Mazouco a primeira gravura rupestre paleolítica ao ar livre em Portugal. Até então pensava-se que a arte pré-histórica estava confinada às grutas.
- Comprimento
- 62 cm
- Altura
- 37,5 cm
- Técnica
- Abrasão
- Suporte
- Xisto
- Descoberta
- 1981
- Lugar
- Ao ar livre
A arte não precisou de gruta. O descanso também não precisa de paredes.
O rio e as fragas.
Mazouco fica no coração do Parque Natural do Douro Internacional. O rio faz fronteira entre arribas onde planam falcões e abutres-do-egito.
Cais dos Mercadores
Durante séculos, o cais foi ponto de embarque de produtos agrícolas e vinhos. Hoje é parque de merendas, com sombras de salgueiros à beira da água.
Fotografia de Rui Freitas
Um banco virado para o Douro
Caminhos rurais levam às margens, aos socalcos e ao Miradouro do Colado. Bons para caminhar, observar aves e não fazer mais nada.
A aldeia de pedra.
Ruas estreitas, casas de xisto e granito, vinhas em socalco. Mazouco cresceu como comunidade rural, ligada à terra, ao vinho e ao rio.
Capela de Santa Ana
Junto ao Douro, arquitetura religiosa popular dos séculos XVI ou XVII, com a sineira e a cruz na fachada. No centro da aldeia, a Igreja de Santo Isidoro.
Rua Direita, 76.
Contam os mais antigos de Mazouco que esta foi a casa da família Figueiredo durante pelo menos quatro gerações. Mais tarde, foi dividida entre três novos proprietários.
A porta vermelha.
Granito nas molduras, xisto nas paredes, uma varanda de ferro sobre a rua. E uma porta vermelha, a primeira coisa que se vê ao chegar. É a cor que o Solar usa para entrar.
Três anos para ficar igual.
Em 2020, Emília Ferreira e Pedro Cardoso compraram esta parte da casa para preservar um pedaço da história da aldeia.
A traça original ficou.
Durante três anos, a reabilitação teve um só compromisso: manter o carácter rústico da construção. A escada de madeira, as portas escuras e os tetos trabalhados continuam lá.
Feita à mão.
“A obra foi feita por nós. Durante três anos, reabilitámos a casa com as nossas próprias mãos, com a ajuda da família.”Emília e Pedro. Arraste a linha sobre as fotografias para ver o antes e o depois.
AntesDepois
AntesDepois
A fachada.
O reboco azul saiu e a pedra voltou a ver-se.
Antes
DepoisA porta, em três tempos.
Lixada, pintada de branco, depois de vermelho.


HojePelas nossas mãos.
Da demolição ao primeiro lume na lareira.










Por dentro.









Os quartos têm o nome do que se vê lá fora.
A casa é sempre alugada na totalidade, a uma só família ou grupo. O preço ajusta-se ao número de pessoas e de quartos reservados.
Vista Vila
Cama de casal e vista para a aldeia. Luminoso, ideal para o fim do dia.
Piso superiorVista Douro
Cama de casal e vista sobre o vale do Douro.
Piso superiorInterior
Cama de casal, mais reservado. Silêncio e escuridão para dormir.
Piso superiorSuite Térrea
Duas camas de solteiro e casa de banho privativa. Acesso facilitado.
Piso térreo
“Sejam curiosos. Passeiem pelas ruas de pedra, ou simplesmente deixem-se ficar a ouvir o sossego.”Com carinho, Emília e Pedro
Reservar.
Diretamente com a Emília e o Pedro.
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